Megasena da virada de cu...

... é rola!

Juro, se todas as pessoas que eu ouvi falando coisas do tipo "Copia os meus números que eu vou ganhar", "Esse prêmio já é meu" "Já ganhei" e "To vendendo minha sequência por 100 reais" realmente ganhar, não vai dar 1000 pra cada um! Eu já sou suspeita pra falar dessa coisa de pensamento positivo, pois acho o maior blablabla e, ainda por cima, esses tolinhos acreditam mesmo que esse dinheiro todo vai realmente pra alguém sorteado e não pro bolso de quem tem influência. Tsc.

Mas a minha revolta de verdade é contra os fdps que votaram no Kassab. Eu já disse o quanto eu odeio o Kassab? MUITO! Antes eu só desprezava, mas depois da palhaçada dos fretados eu odeio mesmo, e o meu desejo mais profundo é que todas as pessoas que votaram nele morram. Porque aí a cidade iria ficar mais vazia, e aí talvez a merda da Lotérica quisesse carregar o meu bilhete ao invés de só fazer apostas pra merda da Megasena da virada e de roubar dinheiro dos trouxas, e aí, talvez, a fila pra carregar o bilhete nos metrôs não estivesse maior que a fila da montanha russa do Hopi Hari e talvez eu conseguisse carregar essa bosta antes da porra do aumento que o querido Kassab anunciou no DIA 4! Só pra foder a vida de todo mundo que vai viajar.

Por que pobre já não tem muito dinheiro pra ir pra qualquer lugar além da Praia Grande, pegar trânsito, fila e sofrer com falta de água; ainda vai voltar pra São Paulo com o ônibus mais caro e sem ter conseguido aproveitar pra carregar o bilhete mais barato essa semana. Mas eles nem ligam! Por que eles acham realmente que vão ganhar 120 milhões! Que morram TODOS!

Semana Morta

Esse fim de ano está cheio de novidades, e, dentre elas, é a primeira vez que eu trabalho entre o natal e o ano novo. Entre os meus copos (bem grandes) de café (porque ontem eu fui dormir às 2h, já que eu tinha acordado às 13h) eu estava aqui refletindo como essa semana é morta. Eu não tenho praticamente nada pra fazer no trabalho a não ser bater cartão e picotar uns papéis velhos, que estão esperando pra ser picotados desde 2005, então, acho que eles não se importariam de esperar até dia 4. Quarta feira estou prevendo que será pior, já que meus chefes vão viajar antes pra não pegar trânsito e estarei só eu e as moscas aqui. Além disso, todos os meus amigos já foram ou estão indo viajar, então nem dá pra marcar nada de legal e o filme que eu queria muitoooo assistir só está passando em 2 cinemas (dois!) e, claro, os 2 mais longe da minha casa,

Claro que há suas vantagens, hoje quase não tinha trânsito e os ônibus e metrôs estavam vazios e rápidos (mas mesmo assim eu quase bati em uma cobradora às 7h da manhã). Alias, tão rápidos que eu fui dormindo até a Barra Funda e depois voltei pra República e ainda cheguei no horário certo! Mas eu fico pensando no tempo perdido enquanto eu fico sentada aqui atrás desse monitor e em todas as coisas que eu poderia estar fazendo.

Eu preciso fazer as compras pra minha ceia, carregar meu bilhete único pra voltar pra casa, comprar um pão recheado pro café da manhã de amanhã, saber se o meu speedy está funcionando, colocar as fotos novas no orkut, fazer meu post especial de ano novo, testar se as canetas coloridas que eu ganhei no natal estão funcionando, ver os preços de uma piscina e de um Nintendo Wii, ver se a minha câmera quebrou mesmo ou se foi só um mal momentâneo, terminar de ler os 3 livros que eu ganhei, o que eu peguei emprestado e os outros que estão na fila há um tempão, pesquisar pousadas pro feriado de janeiro e experimentar fantasias pra festa a fantasia de fevereiro (Sim, eu sou adiantada!).

Mas a única coisa que eu posso fazer daqui é xingar umas atendentes da Americanas porque o meu pedido de Natal ainda não foi entregue! E quem sabe eles me dão um vale compras...

Prosentes


Já falei que eu amo dar presentes? Talvez seja por isso, acima de tudo, que o Natal é minha época preferida. Mesmo amando as luzinhas (luzinhas de nataaaall!), a decoração verde e vermelha enfeitada com neve (e super em sincronia com o nosso clima), as músicas instrumentais que fazem sorrir e todo o resto, o que me faz amar mesmo o natal são os presentes. E não só os que eu ganho, mas, principalmente, os que eu dou.

Acontece que presentear, pra mim, é uma arte. Não é só comprar o presente e pedir pra colocar selo de troca e embrulhar (aliás, raras as vezes em que eu pedi pra embrulhar na loja, os papéis são sempre feios!), você tem que comprar, escolher um papel lindooo e bem colorido (tipo cheio de noéis ou bonecos de neve) ou fazer uma embalagem diferente e criativa (uma vez eu fiz embrulhos de pílulas de matrix (azul e vermelha) e a pessoa tinha que decidir qual pílula queria, mas só tinha um presente de verdade e um de brincadeirinha. E olha que eu nem gosto de matrix), e tem que escolher um cartão. Essa parte é muito importante, presente sem cartão pra mim é pecado e eu nunca, nunca mesmo, dei um presente sem ao menos um bilhetinho carinhoso.

Outra coisa que eu gosto muito de fazer, são presentes temáticos. Tipo caixinhas com um tema. Eu já fiz aquelas de 1 presente pra cada sentido (audição, olfato, etc...) e quando fiz 1 ano com o Fê dei pra ele uma com 3 presentes: uma coisa que eu gostava muito, uma que ele gostava muito e uma que nós dois gostávamos, pra simbolizar a nossa união e como a gente influenciou um ao outro durante esse ano. (Viu? Tem que ter significado!) Ah, e ganhei dele uma 'Caixa de Lembranças' que tinha dentro músicas que a gente ouviu muito durante esse ano, filmes que vimos, lugares que fomos, etc...

O problema é que, por levar muito a sério essa coisa de presente, eu me torturo, pois a escolha do presente é sempre muito difícil. Na minha cabeça eu sempre tenho que escolher um presente com significado. Aquele dvd do filme raro que a pessoa amava quando via na sessão da tarde e só o sbt tem a última cópia. Aquele cd de uma cantora que nunca fez sucesso no Brasil e é impossível de achar. Aquele brinquedo que a pessoa sempre quis quando criança e nunca ganhou. Ou aquele livro que eu mesmo escolho, baseado na personalidade da pessoa (e que, nem sempre, é o que ela gostaria de ler). Só tem uma coisa que é proibida na minha lista de presentes: roupa. Roupa não é presente, é necessidade, e cada um deve comprar a sua. Por acaso a gente dá papel higiênico de presente? Não, porque é necessidade e cada um compra o seu! A única excessão a essa regra é se a roupa tiver um significado! (Uma vez eu ganhei uma camiseta falando sobre 'Amizade' da minha melhor amiga. Aí pode!)

Pra mim, não basta dar só uma bolsa. Tem que ser uma bolsa com detalhes verde água porque a pessoa comentou que sempre foi sua cor preferida dentre todos os 48 lápis de cor da caixa que ela tinha aos 9 anos. Sentiu o drama? Acontece que depois de quase 9 anos de amizade e presentes com significado nos Natais e Aniversários (e, eventualmente, Páscoas, Dia dos sem namorados, Dia das crianças, etc...) eu não sei o que dar pra Cindy! Que vergonha, é minha melhor amiga! E pra piorar ela faz aniversário logo em Janeiro, o que aumenta a pressão, já que eu preciso escolher logo 2 presentes e não consigo pensar em nenhum! Ah, esse ano to chateada com a minh falta de criatividade!

*'Prosentes' é como nós duas carinhosamente chamamos os presentes.


Prezado Motorista,

Sabe, eu sou uma pessoa compreensiva. Eu sei como deve ser difícil pra você ficar 2 horas trancado dentro dessa lata de metal no meio do trânsito infernal dessa nossa megalópole. Quando chove então, tudo tende a piorar. Eu sei, eu sei como é difícil estar aí dentro, com esse ar abafado sem poder abrir a janela, com a perna doendo de tanto pisar na embreagem e colocar a primeira pra andar apenas 50 cm. Eu sei também o quanto é horrível ficar mudando o tempo todo de rádio, porque elas insistem em noticiar sobre o caos da cidade ao invés de tocar aquela música que você tanto gosta.

Não pense que eu sou um ser sem coração só porque eu passo com o rosto encoberto pelo meu guarda-chuva quebrado tentando equilibrar a minha bolsa gigantesca e mais três sacolas, além de mim mesma, embaixo dele. E também não é porque eu ando devagar, desviando das poças e tentando não escorregar, bem lá no cantinho da calçada, com medo de que você espirre água em mim, que eu não vou com a sua cara. De fato, quando eu estou no metrô, dividindo o meu metro quadrado com mais 43 pessoas, eu realmente penso em como você deve estar sofrendo lá fora. E depois, quando eu estou no ponto, tentando enxergar o nome do ônibus que se aproxima em meio a multidão de guarda-chuvas na minha frente ou quando eu estou tentando calcular o momento exato entre fechar o guarda-chuva e subir no ônibus para não me molhar, eu não deixo de pensar em você. Quando eu vou atravessar a rua, então, e tenho que analisar o tamanho da enxurrada e dar aquele pulo generoso, tentando não molhar o pé, eu sinto você me observando.

Então, a próxima vez que eu passar na sua frente, digamos, enquanto você estiver seco e quentinho dentro do seu carro, embicando para entrar em um estacionamento ou, de repente, quando eu passar correndo pra atravessar a rua rápido, porque o farol vai demorar muito para abrir pra mim, vê se pára essa sua bosta de carro por 30 segundos, ou talvez baste apenas não acelerar que nem um filho da puta de merda, e me deixar passar, seu viado.

Atenciosamente,