Já falei que eu amo dar presentes? Talvez seja por isso, acima de tudo, que o Natal é minha época preferida. Mesmo amando as luzinhas (luzinhas de nataaaall!), a decoração verde e vermelha enfeitada com neve (e super em sincronia com o nosso clima), as músicas instrumentais que fazem sorrir e todo o resto, o que me faz amar mesmo o natal são os presentes. E não só os que eu ganho, mas, principalmente, os que eu dou.
Acontece que presentear, pra mim, é uma arte. Não é só comprar o presente e pedir pra colocar selo de troca e embrulhar (aliás, raras as vezes em que eu pedi pra embrulhar na loja, os papéis são sempre feios!), você tem que comprar, escolher um papel lindooo e bem colorido (tipo cheio de noéis ou bonecos de neve) ou fazer uma embalagem diferente e criativa (uma vez eu fiz embrulhos de pílulas de matrix (azul e vermelha) e a pessoa tinha que decidir qual pílula queria, mas só tinha um presente de verdade e um de brincadeirinha. E olha que eu nem gosto de matrix), e tem que escolher um cartão. Essa parte é muito importante, presente sem cartão pra mim é pecado e eu nunca, nunca mesmo, dei um presente sem ao menos um bilhetinho carinhoso.
Outra coisa que eu gosto muito de fazer, são presentes temáticos. Tipo caixinhas com um tema. Eu já fiz aquelas de 1 presente pra cada sentido (audição, olfato, etc...) e quando fiz 1 ano com o Fê dei pra ele uma com 3 presentes: uma coisa que eu gostava muito, uma que ele gostava muito e uma que nós dois gostávamos, pra simbolizar a nossa união e como a gente influenciou um ao outro durante esse ano. (Viu? Tem que ter significado!) Ah, e ganhei dele uma 'Caixa de Lembranças' que tinha dentro músicas que a gente ouviu muito durante esse ano, filmes que vimos, lugares que fomos, etc...
O problema é que, por levar muito a sério essa coisa de presente, eu me torturo, pois a escolha do presente é sempre muito difícil. Na minha cabeça eu sempre tenho que escolher um presente com significado. Aquele dvd do filme raro que a pessoa amava quando via na sessão da tarde e só o sbt tem a última cópia. Aquele cd de uma cantora que nunca fez sucesso no Brasil e é impossível de achar. Aquele brinquedo que a pessoa sempre quis quando criança e nunca ganhou. Ou aquele livro que eu mesmo escolho, baseado na personalidade da pessoa (e que, nem sempre, é o que ela gostaria de ler). Só tem uma coisa que é proibida na minha lista de presentes: roupa. Roupa não é presente, é necessidade, e cada um deve comprar a sua. Por acaso a gente dá papel higiênico de presente? Não, porque é necessidade e cada um compra o seu! A única excessão a essa regra é se a roupa tiver um significado! (Uma vez eu ganhei uma camiseta falando sobre 'Amizade' da minha melhor amiga. Aí pode!)
Pra mim, não basta dar só uma bolsa. Tem que ser uma bolsa com detalhes verde água porque a pessoa comentou que sempre foi sua cor preferida dentre todos os 48 lápis de cor da caixa que ela tinha aos 9 anos. Sentiu o drama? Acontece que depois de quase 9 anos de amizade e presentes com significado nos Natais e Aniversários (e, eventualmente, Páscoas, Dia dos sem namorados, Dia das crianças, etc...) eu não sei o que dar pra Cindy! Que vergonha, é minha melhor amiga! E pra piorar ela faz aniversário logo em Janeiro, o que aumenta a pressão, já que eu preciso escolher logo 2 presentes e não consigo pensar em nenhum! Ah, esse ano to chateada com a minh falta de criatividade!
*'Prosentes' é como nós duas carinhosamente chamamos os presentes.